terça-feira, 31 de agosto de 2010
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Como viver a Castidade
A
lei de Deus afirma que o sexo só deve ser vivido no matrimônio; não há
outro lugar para a vida sexual. “A mulher não pode dispor do seu corpo:
ele pertence ao seu marido. E também o marido não pode dispor do seu
corpo: ele pertence à sua esposa” (1 Cor 7,4). Note que São Paulo não
fala em namorados e noivos, mas esposa e marido.
Paul
Claudel, diplomata e escritor francês, disse: “A juventude não foi
feita para o prazer, mas para o desafio”. Estamos em um mundo erotizado
até à exaustão, e tenho pena dos jovens por isso. Mas mesmo assim, Jesus
continua a chamá-los, bravamente, a uma vida de castidade. Hoje isso é
uma marca do verdadeiro jovem cristão.
Um
jovem casto é um jovem forte, cheio de energias para sua vida
profissional e moral. É na luta para manter a castidade que você se
prepara para ser fiel à sua esposa amanhã. A grandeza de um homem não se
mede pelo poder que possui de dominar os outros, mas pela capacidade de
dominar a si mesmo. Gandhi dizia que: “A castidade não é uma cultura de
estufa… A castidade é uma das maiores disciplinas, sem a qual a mente
não pode alcançar a firmeza necessária”. E acrescenta: “A vida sem
castidade parece-me vazia e animalesca”. E também: “Um homem entregue
aos prazeres perde o seu vigor, torna-se efeminado e vive cheio de medo”
(Toschi Tomás, “Gandhi, mensagem para hoje”, Editora Mundo três, SP,
1977, pg. 105ss).
Alguns querem se permitir um grau de intimidade “seguro”, isto é, até que o “sinal vermelho seja aceso”; aí está um grave engano. Quase sempre o sinal vermelho é ultrapassado e, muitas vezes, acontece o que não deve. Quantas namoradas grávidas…
Para
haver a castidade nos nossos atos é preciso que antes ela exista em
nossos pensamentos e palavras. Jamais será casto aquele que permitir que
os seus pensamentos, olhos, ouvidos, vagueiem pelo mundo do erotismo. O
jovem e a jovem cristãos terão de lutar muito para não permitir que o
relacionamento sexual os envolva e abafe o namoro. Jesus deu a receita
da castidade: “Vigiai e orai” porque “a carne é fraca” (cf. Mt 26, 41).
O
namoro não existe para que vocês conheçam os seus corpos… mas as suas
almas. Um namoro puro só será possível com a graça de Deus, com a
oração, a vida sacramental, a reza do Terço, com a vigilância e,
sobretudo, quando os dois quiserem se preservar um para o outro. Será
preciso, então, evitar todas as ocasiões que possam facilitar um
relacionamento mais íntimo. O provérbio diz que “A ocasião faz o
ladrão”, e que “Quem brinca com o perigo nele perecerá”. Se você sabe
que, naquele lugar, naquele carro, naquela casa, etc., a tentação será
maior do que suas forças, então, fuja desses locais. Essa é uma fuga
justa e heróica.
É
preciso lembrar às moças que o homem se excita principalmente pelos
olhos. Então, cuidado com a roupa que você usa; com os decotes, com o
comprimento das saias… Não ponha “pólvora” no sangue do seu namorado se
você não quer vê-lo “explodir”. O namoro não é o tempo de viver as
carícias matrimoniais, pois elas são o prelúdio do ato sexual, o qual
não deve ser realizado nessa fase. O que precisa haver entre os
namorados é carinho, não as carícias íntimas. Muitas vezes os casais não
se dão conta disso. Não provoque seu namorado.
Jovem
cristão, você está diante de um belo e enorme desafio: viver a
castidade no meio deste mundo “sexualizado” e erotizado ao extremo. Mas
você sabe que quanto maior é a luta, mais valiosa é a vitória! Por isso
eu lhe digo: se tivesse de dar uma medalha de ouro puro para um jovem
que luta para ser casto ou para um general que ganhou uma grande
batalha, eu a daria ao jovem.
Celso Arnaldo: uma das mais estarrecedoras entrevistas da curta e assombrosa história política de Dilma sobre a face da Terra (2)
A segunda parte do texto de Celso
Arnaldo completa a radiografia da entrevista assustadora. Embarquem
novamente no trem-bala do horror, amigos. Volto no fim:
Ok, a criança chegou a um hospital de alta complexidade criado por
Dilma — sim, porque ninguém tinha pensado antes num hospital para
atender doenças mais graves. O InCor, por exemplo, é uma miragem. O que
vai acontecer ali? Agora, sim, Dilma revela o que viu na Bahia que a
impressionou tanto:
“Uma proposta que conjuga não só tecnologia de ponta, tecnologia
sofisticada pro tratamento da criança, mas também um grande nível de
humanização, porque eles usam todo aquela questão do envolvimento da
criança, mostrano que a boneca vai, tamém, cuidá da cabeça ou quando a
criança é submetida a algum nivel de tratamento mais estressante, tomá
os cuidados para garanti que psicologicamente ela se…enfim, ela tenha
uma chegada maior a um processo que inclusive é de dor”.
Nos hospitais de Dilma, os doutores serão de uma alegria só — até o
dia da “chegada maior” de Dilma pra cuidá da cabeça com a boneca.
Nos longos minutos que se seguem, Dilma se dedica a tentar provar, de
novo, que as creches são a diferença entre Bill Gates e Nem do tráfico.
Ela repete, no mesmo palavreado vão e leviano, a promessa das 6 mil
creches em quatro anos — mas de novo não explica, nem lhe foi
perguntado pela mídia adestrada, porque não convenceu Lula a fazer uma
só como protótipo ao longo de oito anos.
Depois da creche, o processo de “atendimento integral” das crianças
da presidente Dilma passa evidentemente pela escola. Está em marcha uma
revolução que faria o companheiro Paulo Freire parecer uma professorinha
de quermesse:
“Já existe 10 mil, em torno de 10 mil escolas no Brasil, é, de
ensino, de ensino fundamental, de ensino mé…., de ensino fundamental e
médio, de ensino básico, portanto…”
Interrompida pelo Controle Social da Mídia. Se a presidente Dilma
passou com louvor na prova de saúde, nessa questão da escola ela precisa
estudar um pouquinho mais. Vamos deixar para a próxima?
Uma jornalista então quer saber: por que esse interesse tão súbito da presidente pela “criança integral”?
Atenção para a resposta, professor Sirio Possenti:
– Eu vô sê vó!!
E isso desperta em vovó Dilma não só instintos avoengos como essa
dedicação integral à criança, que ela justifica com uma máxima inédita:
– As crianças são o futuro deste país.
Até aqui, Dilma falara sem ser questionada. Timidamente, uma repórter
parece perguntar se essa tal Rede Cegonha já não existe em algum lugar.
A presidente se irrita, pela primeira vez:
“O Rede Cegonha é uma criação do Rio de Janeiro. Não é nossa. É uma
parte também do Mãe Coruja, de Pernambuco. Essa mania das pessoas se
adonarem de projetos que estão em curso no Brasil é errado.”
Taí: gostei do “se adonarem” — em 11 meses de caçada, é a primeira
expressão original, e correta, que ouço de Dilma. Mas quem está se
adonando dos projetos alheios é a presidente Dilma, não é não?
O SAMU Cegonha, que “nós criamos”, também já não existe, presidente?
“O SAMU Cegonha inclusive ele existe, tem até uma cegonha pintada naquela parte branca da….do…..”
A presidente parece ter até desistido da conclusão do pensamento quando vem o sopro redentor:
– Da ambulância.
– Da ambulância, né?
Seria cômico, se não fosse trágico: nos próximos quatro anos, é isso aí.
Brilhante como sempre, o texto de Celso Arnaldo colide
estrondosamente com a indigência mental da sucessora que Lula inventou.
Também por isso, não dou por liquidada a disputa pela Presidência da
República. Falta um mês para a votação. No calendário político isso é
uma eternidade. É mais que suficiente para que a oposição mostre ao
Brasil o que vem por aí com a mesma nitidez e objetividade que marcam
todos os posts sobre a candidata aqui publicados. Tempo para
desconstruir a farsa existe de sobra. O que tem faltado à campanha de
José Serra é lucidez, coragem, valentia e, sobretudo, vontade de vencer.
Acompanho confrontos eleitorais desde que nasci. Dois anos
depois de derrotado na estreia como candidato a prefeito, e dois anos
antes de conquistar o cargo que exerceria quatro vezes, meu pai vivia
como sempre viveu: em campanha. Primeiro em Taquaritinga, na região e no
Estado de São Paulo, depois como jornalista, testemunhei incontáveis
duelos do gênero em todos os níveis — sempre na fila do gargarejo. Sei o
que estou dizendo ao afirmar que Dilma Rousseff é a adversária que todo
candidato pede a Deus. O problema é que, até agora, José Serra também
tem sido.
Celso Arnaldo: uma das mais estarrecedoras entrevistas da curta e assombrosa história política de Dilma sobre a face da Terra (1)
Ainda bem que fui alertado com algumas horas de antecedência:
“Acredite, é uma das mais estarrecedoras entrevistas da curta e
assombrosa história política de Dilma sobre a face da Terra”, avisou-me
Celso Arnaldo ontem à noite. Claro que acreditei. Nem por isso escapei
dos sobressaltos. A coisa é tão perturbadora que, para permitir ao
leitor recuperar o fôlego e recuperar-se do assombro, a coluna decidiu
publicá-la em dois capítulos. A parte final entra no ar às quatro da
tarde. Apertem os cintos, amigos. Estamos entrando no túnel do espanto:
Faltam 35 dias para as eleições e, a menos que seja asfixiada por um
colar de anacolutos no discurso de posse, a mulher completamente
desarticulada que aparece neste vídeo não é mais a candidata tosca e
folclórica à Presidência, uma sátira à la Zorra Total, mas a mulher que
vai receber, de mão beijada pelo bafo de Lula, um mandato pelo qual os
brasileiros a autorizam a exercitar na prática o conjunto de suas
sapiências, suas expertises, nas diferentes áreas da administração
federal.
O assunto que Dilma Rousseff escolheu para esta “conversa” com a
imprensa é a “assistência integral” à criança. A iniciativa de discorrer
sobre o tema foi portanto dela, o que elimina qualquer atenuante para o
assombroso teor desta entrevista. É crime doloso, é o infanticídio de
um governo natimorto.
Ela chega toda animada, já com ares de presidente e aquele sorriso
falso que põe um dente na calçada e logo se recolhe. E aparentemente
entusiasmada com o que vira na véspera:
– Até porque, eu tive (sic) ontem na Bahia…
Da Bahia trouxe mais um subsídio para incluir no projeto que promete
revolucionar a assistência à criança no Brasil, da barriga da mãe até o
“ensino fundamental, mé….fundamental e médio, ensino básico”, como ela
explicará mais tarde.
“Salta aos olhos uma coisa, né? Porque um país do tamanho do nosso,
com a população de crianças e jovens que nós temos, é um pais que vai tê
de sê medido pela capacidade que tivé de fazê uma política que inclua
as crianças”.
Seja lá o que for isso, soa como um mea culpa: nos oito anos do
governo Lula, os 60 milhões de crianças brasileiras de 0 a 14 anos
formaram um coral de Macaulays Culkins: “Esqueceram de nós, esqueceram
de nós!!!”
Mas como a presidente Dilma pretende “incluir” as crianças em seu governo?
“De uma forma especial. Que construa o cuidado com as crianças desde o
momento da gestação da mãe, passano obviamente pelo parto e chegando
até ao atendimento à criança nos seus primeiros anos de vida, que é um
momento muito especial”.
A presidente Dilma deve ter aprendido esse “construa” com a
ex-companheira Marina, mas aprendeu também que as crianças nascem —
aliás depois da gestação da mãe, e não do pai, como às vezes acontecia
no governo da oposição — e precisam de cuidados desde o momento em que
vêm ao mundo. Ninguém ainda havia pensado nisso.
E o que a presidente Dilma vai fazer, ou já fez, para inventar no
Brasil a assistência materno-infantil, que nem Lula pensou em criar? Ela
explica com autoridade:
“Nós, pra isso, pra essa, pra esse cuidado, construímos a Rede Cegonha”
Olha ela aí gente!! Novidade: a Rede Cegonha já foi “construída” pela presidente Dilma. Para levar o Brasil no bico.
“A Rede Cegonha é um….primeiro, ela tá baseada num ponto de
prevenção, que é o tratamento da mulher quando grávida. O acompanhamento
da gravidez, todos os exames de praxe e também a avaliação do feto e
todo o acompanhamento que isso requer. Será feito através de Clínicas da
Mulher”
Não deu para entender muito bem. Dilma pretende criar isso? O que ela
descreve como “meta de governo”, embora com outro nome, é o beabá da
assistência materno-infantil, disponível em todo o Brasil. Melhorar é
outra história. São Paulo, aliás, tem um programa da mulher quase
modelar, em nível municipal e estadual.
“Depois tem a questão fundamental do parto. Ter maternidade de baixo
risco e alto risco. E, na sequência, no tratamento dos primeiros dias,
meses da criança, é a estrutura de UTIs neonatais, com hospitais de
referência da criança”.
A presidente Dilma acaba de criar, por decreto, a Obstetrícia e a
Pediatria Neonatal no Brasil. Começa bem. Mas o que será oferecido
nesses hospitais de “referência”?
“Cê tem basicamente um atendimento que eles chamam, né, já mais
sofisticado, né, com maior nível de complexidade. Então lá se trata de
problemas que vão desde a questão do coração, né, por exemplo, crianças
que nascem com problemas de coração, passando por todas as doenças que
podem levá a risco de vida do bebê”
Nos hospitais criados por Dilma, doenças serão tratadas, bem como doenças afetivas, a tal “questão do coração”.
Mas, depois de dona Cegonha, é hora de introduzir outra pérola que a
deslumbra: o SAMU, o já consagrado serviço de resgate federal.
Traduzindo: é o serviço, aliás eficientíssimo e valoroso, que vem até
você quando se disca 192. A presidente quer reinventar o SAMU -–
lembram do debate da Band, “aquele serviço que transporta crianças”?
“Junto a isso, nós temos o SAMU. Porque o SAMU tem desempenhado no
Brasil um papel fundamental, que é juntá toda a rede e olhá onde que tem
disponibilidade e onde que a criança, ou o adulto, no caso, deve ser
levado”
A presidente Dilma descobriu recentemente que os motoristas e
atendentes do SAMU só levam seus passageiros a prontos-socorros e
hospitais onde eles possam ser atendidos prontamente, depois da óbvia
checagem pelo rádio, no caminho -– é isso que ela chama de “juntá toda a
rede e olhá onde tem”.
Mas estava na hora de juntar SAMU com cegonha, não? Lógico:
“Para as crianças criamos o SAMU Cegonha”.
Ah, já criou? Posso chamar? A presidente Dilma aciona a sirene:
“O SAMU Cegonha é basicamente para o atendimento da mulher no momento da gravidez”
Ou seja: engravidou, já chama o SAMU Cegonha para lhe dar os parabéns. Mas espere:
“E o SAMU Cegonha da fase já do bebê é o atendimento pra levá a
criança, justamente ou pruma, prum tratamento na UTI neonatal ou prum
hospital de referência de alta complexidade”
Ou seja: o SAMU Cegonha fará exatamente o que já fazem as
ambulâncias. Mas parece claro que, no governo Dilma, a “fase já do bebê”
será coisa de gente grande.
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