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domingo, 8 de agosto de 2010

Movimento Brasil sem aborto lança campanha “A vida depende do seu voto!”

O Movimento Nacional da Cidadania pela Vida – "Brasil sem Aborto" lançou a campanha "A vida depende do seu voto – 2010" e já está disponibilizando em seu site (http://brasilsemaborto.com.br), os termos de compromisso dos candidatos que defendem a vida das crianças no útero de suas mães, desde a concepção.

A ideia é que todos os que defendem a vida ajudem a divulgar a campanha, primeiro para conseguir o compromisso dos candidatos, e depois divulgando o site junto aos eleitores para formar uma grande corrente, favorecendo governos e parlamentos que promovam a vida humana integralmente.

Os organizadores da campanha ressaltam ainda a importância de comparecer à votação, para que “mais uma vez a democracia brasileira seja fortalecida e consolidada pelo exercício do voto, esse nobre direito da cidadania. Nosso voto é muito valioso, e precisamos estabelecer critérios muito claros na hora de escolher as pessoas que vão nos representar na Câmara dos Deputados, no Senado Federal e no Executivo”.

“Voto consciente é aquele que leva em conta os princípios e valores dos candidatos, para eleger pessoas que realmente representem nosso modo de pensar”, destacam os organizadores através da sua página web.

O Movimento Brasil sem Aborto denuncia que “a prática do aborto é crime em nosso país, mas é feito clandestinamente, e tem ceifado inúmeras vidas indefesas que são assassinadas covardemente no útero de suas mães. A solução não está na legalização, mas em políticas que garantam que todas as mulheres que engravidam tenham atendimento de qualidade nos postos de saúde e nos hospitais públicos até o momento do parto; haja ampla campanha de esclarecimentos quanto à prevenção à gravidez indesejada, respeitando os princípios e as convicções religiosas de cada pessoa; não se promova ou permita a distribuição da 'pílula do dia seguinte' para os jovens e adolescentes, pela rede pública de saúde, uma vez que este medicamento tem efeito abortivo. Isto se aplica também ao DIU”.

Na mensagem assinada pela presidenta do Movimento, Lenise García, os integrantes do movimento reiteram que “temos que eleger pessoas comprometidas com a defesa da vida do momento da concepção até a morte natural. Lembre-se: a Vida depende do seu Voto. Vote em quem é contra o aborto e não defende a sua legalização”.

O texto conclui, convidando aqueles que "ainda não tem os seus candidatos ou candidatas pró-vida", a verificar, no site, a lista de candidatos do seu Estado, e votar "com a consciência de que seu voto contribuirá para a construção de um Brasil  mais justo, mais solidário e mais humano. Um Brasil sem Aborto". E sugere: "se você conhece um candidato pró-vida que ainda não consta do site, coloque-o em contato conosco”.

Para verificar o modo de proceder, e imprimir o termo de compromisso, acesse http://brasilsemaborto.com.br

Câmara dos Deputados questiona ministra Freire por promover aborto em foro internacional

[Fico injuriado com uma notícia como esta. Uma ministra do Governo, representando nosso país num evento internacional agir de forma inconstitucional, ou seja, ferindo, pisoteando nossa Carta Magna. Será que ela desconhece nossa Constituição? Ou não teve coragem de se posicionar de acordo com o seu artigo 5º? Talvez tenha ficado com vergonha diante dos representantes da ONU... Quem essa mulher pensa que é?
Assista, abaixo da matéria, o vídeo onde o Deputado Paes de Lira fala, a partir dos 7m47s, sobre a Moção de Repúdio que apresentou sobre esse "Consenso de Brasília". Parabéns Paes de Lira e Miguel Martini pela defesa da vida!]

A Câmara dos Deputados em Brasília aceitou na quarta-feira, nos últimos minutos da sessão do dia, um projeto de lei que deixaria sem efeito qualquer obrigação para o país derivado do chamado "Consenso da Brasília", um documento assinado no último 16 de julho no meio do silêncio mediático e promovido pela ministra Nilceia Freire da Secretaria de Políticas para as Mulheres, que em nome do governo propõe a prática do aborto sem restrições no Brasil e em toda a América Latina.

O documento tem data 16 de julho e foi assinado na conclusão da XI Conferência Regional sobre a Mulher da América Latina e o Caribe, que se realizou a partir do dia 13 do mencionado mês em Brasília e foi promovida pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), dependente da ONU. A Ministra Freire atuou como anfitriã e promotora do texto.

No ponto número 6 o "Consenso de Brasília" insiste que os países da América Latina deveriam "Revisar as leis que prevêem medidas punitivas contra as mulheres que tenham cometido abortos".

Tal ação viola a Constituição brasileira que no seu artigo 5 protege a vida de todos sem distinção, também o Código Civil Brasileiro de 2002 que estabelece que a vida se inicia na concepção e várias outras normativas.

O documento também viola com esta disposição o Pacto de São José da Costa Rica, tratado vinculante e com categoria de lei obrigatória para o Brasil que em seu artigo 4 estabelece o amparo à vida a partir do momento da concepção.

A Câmara dos Deputados também já aceitou efetuar em breve uma votação para decidir a rejeição ao documento inteiro. Espera-se que ações deste tipo sejam tomadas em outros países latino-americanos posto que em toda a região à exceção de Cuba o aborto é um delito, ao qual somente alguns países eximem a mulher de pena em casos excepcionais.

Com esta iniciativa, a Câmara dos Deputados realizou um sério questionamento à mesma natureza de "Consenso" deste tipo de documentos gerados pelo sistema das Nações Unidas. Estes supostos "acordos internacionais" estariam tomando por delegados pessoas que não têm a potestade nem a competência para representar devidamente o país.

Tal como denunciam os deputados brasileiros Paes de Lira, Talmir Rodrigues e Miguel Martini, promotores desta ação legislativa, a ação da Ministra Freire ao propor uma mudança de leis no Brasil assume ilegalmente as funções que são próprias do Poder Legislativo. Ademais os deputados assinalam que esta ingerência das Nações Unidas afeta seriamente a soberania nacional dos países nas questões da defesa da vida.

Diversos analistas, entre eles Carlos Pólo, Diretor do Escritório para a América Latina do Population Research Institute, advertem que "chama poderosamente a atenção que o chamado documento que agora figura na página Web da CEPAL, não põe em conhecimento da opinião pública as reservas que o Chile, Peru e a Costa Rica apresentaram no mesmo evento".

Pólo explica, em declarações à agência ACI Prensa, que "o registro de reservas é a norma que se costuma usar neste tipo de eventos. É uma forma de manifestar a liberdade soberana de cada país de respeitar seu próprios limites jurídicos e uma obrigação dos delegados participantes que, neste caso, a Ministra Freire teria deixado de cumprir. Seria gravíssimo que a CEPAL esteja ocultando os textos onde os países exercem seu direito a apresentar reservas".

Carlos Pólo também assinala que o ponto 6 do "Consenso de Brasília" inclui "a conhecida equação Direitos Sexuais e Reprodutivos + Saúde Reprodutiva = Aborto Legal". Estes conceitos, explica, "não estão incluídos nos limites legais de muitos países da região e foram seriamente questionados criando uma polêmica que contradiz qualquer idéia de consenso".

"Por exemplo, no Peru, o projeto de lei de Saúde Reprodutiva já leva 8 anos fracassando em sua tentativa de ser aprovado e não há indícios que isso mudará no futuro. Durante anos os promotores deste discurso ideológico dos direitos sexuais e reprodutivos’ e a ‘saúde reprodutiva’ também se esforçaram por dizer que este não incluía o aborto. Hoje vemos claramente e por escrito neste documento que estavam faltando com a verdade", conclui Pólo.

Para conhecer o texto do "Consenso de Brasília" ingresse em: http://www.eclac.cl/mujer/noticias/paginas/2/40332/ConsensoBrasilia_POR.pdf

Para ver os projetos legislativos que questionam o "Consenso de Brasília" (em português), ingresse em:


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Neste vídeo, a partir dos 7m47s, o Deputado Paes de Lira fala sobre a Moção de Repúdio que apresentou na Câmara, diante da assinatura desse "Consenso de Brasília" por parte da ministra Freire:

I Fórum de Bioética - A Dignidade da Vida Humana




segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Por onde anda a Caravana Terra de Santa Cruz?

Você deve estar se perguntando "por onde anda os jovens da Caravana Terra de Santa Cruz que sacrificaram suas férias para lutar contra o PNDH-3?".

Nos quatro vídeos abaixo você saberá a resposta desta pergunta. Assista.

Caravana em Campinas:




Caravana em Itu e Sumaré:



Caravana em Piracicaba:



Caravana em Jundiaí:

 

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Dep. Paes de Lira: "Eu não posso apoiar a candidata de um partido que tem o aborto em seu programa"

Boa tarde pe-pessoal, beleza?

Partilho com vocês esse excelente vídeo do discurso proferido pelo Deputado Federal Paes de Lira (PTC-SP) onde ele justifica o seu não apoio à presidenciável Dilma, contrariando, até mesmo, a posição de seu partido, o PTC.

Há muito tempo acompanho a atuação deste Deputado na Câmara o que me deixa feliz e enche meu coração de esperança, pois ainda temos políticos honestos neste nosso Brasil. Claro, que não somente ele, mas também os Deputados Federais Miguel Martini (PHS-MG) e Odair Cunha (PT-MG!).

Galera, temos que nos mobilizar, nos unir, pois as Eleições já estão aí. Peço que vocês ajudem a divulgar esse vídeo, principalmente àqueles que tem pendido para o lado da petista e aos que votam no Estado de São Paulo, pois creio que o Paes de Lira tentará a reeleição.

Chega de blá blá blá. Vamos assistir ao vídeo:



No Amor do Amado,

Diogo Ribeiro

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Testemunho de Janaína, que disse não ao aborto

Bom dia pessoal, tudo em ordem?

Partilho com vocês o lindo e comovente testemunho de Janaína, uma jovem que resistiu heroicamente, mesmo diante das dificuldades e pressões feitas por médicos para abortar seu filho, Thalles, anencéfalo. É lindo! Peço que leiam atentamente e com carinho.

Ah, depois não se esqueça de deixar seu comentário manifestando sua opinião sobre o tema. ;)

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Em 2001, aos 19 anos de idade, eu cursava a faculdade de Direito e, em virtude de um namoro, fiquei grávida. Como muitas meninas, tive medo da reação de minha família, porém, meus pais foram maravilhosos: não apoiaram minhas falhas, no entanto, me acolheram com muito amor.

Sentia-me frustrada, por ver que minha vida havia tomado um rumo diferente do que eu sonhara, mas procurava mergulhar no mistério de ser mãe e abria-me para aquele momento especial que estava acontecendo.

O relacionamento com o pai da criança encerrou-se. Contudo, no terceiro mês de gestação, fomos juntos ao exame de ecografia para conhecer o sexo do neném. Era um menino, e fiquei radiante de alegria!

A ecografista pediu que fôssemos comer alguma coisa e, depois, voltássemos. Nesse intervalo, escolhemos o nome do bebê, Thalles. Quando retomamos, ela nos contou: o neném era anencéfalo e não sobreviveria após o parto.

Não sabíamos nada sobre anencefalia. Por isso, durante a tarde, procuramos a emergência de um conhecido hospital particular. Ao iniciarmos a consulta, o obstetra disse-me: - Se você fosse minha paciente, eu te levaria agora para a curetagem. Perguntei o que seria isso e explicaram-me que significava fazer o abortamento. Como recusei, o médico revidou: Menina, para que você quer uma coisa que não presta?!

Afirmei que não estava interessada em abortar e somente queria a confirmação do laudo. Após uma nova ecografia, tivemos a certeza do diagnóstico. Eu não tinha nenhuma fundamentação teórica para não abortar. Simplesmente não queria que tirassem o meu filho de mim. Não era justo, sempre fui muito amada por meus pais e sempre tive temor a Deus. Não poderia fazer isso com o neném.

Já no sétimo mês, procurei uma equipe de especialistas em gravidez de risco (para a mãe e/ou para a criança) da rede pública de Brasília, pois queria informações sobre os cuidados que deveria ter, caso meu filho viesse a sobreviver após o parto. Infelizmente, essa equipe também é responsável por fazer os abortamentos liberados por um Promotor de Justiça do Distrito Federal. Todavia, imaginei que, por serem especialistas, iriam me ajudar.

Durante o atendimento, fiquei admirada, pois o chefe da equipe, composta por oito profissionais, dizia que eu já deveria ter interrompido a gravidez, que o parto por cesariana seria mais arriscado que o aborto, que eu não deveria mostrar o meu filho a ninguém e, até mesmo, que eu poderia ficar cheia de varizes e estrias. Tudo para que eu decidisse abortar. Como não aceitei seus argumentos, o médico orientou-me a dar continuidade ao pré-natal junto à médica particular.

Graças a Deus, eu e meu filho superamos todos os preconceitos e dificuldades. Amei-o com toda intensidade que conseguia. Cantei, rezei, brinquei, ou seja, fiz tudo o que uma mãe faz com o seu filho no ventre. Sentia-me bem e não tive alterações fisiológicas, senão aquelas comuns a toda gravidez.

Thalles se mexia bastante enquanto eu descansava e ficava quietinho em minhas horas de estudo. Vibrava também quando íamos à Igreja. Minha mãe e as pessoas mais próximas observavam como se movimentava durante as orações e na Santa Missa.

Ele nasceu às 13h15min do dia 9 de julho de 2002. Antes de cortar o cordão umbilical, foi batizado por uma das médicas. Recebeu sua certidão de nascimento, como qualquer cidadão brasileiro, e faleceu às 11h25min do dia seguinte.

Tive a oportunidade de segurá-Io no colo e de me despedir dele. Hoje trago uma linda e real lembrança, de uma gravidez, que teve algumas dificuldades intrínsecas à situação, mas que me trouxe muitos benefícios enquanto pessoa humana e me deu uma grande alegria: a de ser mãe.

Sou mãe do Thalles, vivo ou morto, bonito ou feio, presente ou ausente. Sou mãe dele, porque ele efetivamente existiu e foi gerado em mim, o tempo que ele permaneceu com a minha família após o parto foi um grande lucro.

Anencefalia é uma "má-formação rara do tubo neural acontecida entre o 16° e o 26° dia de gestação, na qual se verifica 'ausência completa ou parcial da calota craniana e dos tecidos que a ela se sobrepõem e grau variado de má-formação e destruição dos esboços do cérebro exposto" (Comitato nazionale per Ia bioetica. Il neonato anencefalico e Ia donazione di organi. 21 giugno 1996. p. 9). Não se trata da ausência do encéfalo, pois os bebês anencéfalos, embora não tenham o cérebro, preservam o tronco cerebral, responsável pelo batimento cardíaco, pela deglutição, tosse e piscar dos olhos. Portanto, o bebê anencéfalo é um ser humano vivo e não um natimorto (CRUZ, Luiz Carlos Lodi da. Disponível em www.providaanapolis.org.br).

A incidência de anencefalia é reduzida com a ingestão de um componente muito acessível chamado ácido fólico, presente em alimentos enriquecidos e que pode, também, ser encontrado em pílulas disponíveis em alguns postos de saúde e nas farmácias.

Portanto, não existe razão para a liberação do aborto de bebês anencéfalos. Atualmente, porém, cada vez mais, as pessoas respondem às adversidades sociais com crimes e condutas desonestas. Hoje, uma pessoa pode fechar outra no trânsito e receber um tiro por isso. A discussão sobre a legalização do aborto se enquadra nesse raciocínio: considera-se normal algo que não é, ou seja, matar um ser humano.

Aprendemos a nos dobrar diante das situações e a optar por vias aparentemente mais rápidas e fáceis. Essa é a proposta de quem defende o aborto. Com o aborto, o Estado apenas se livra das mães de bebês anencéfalos, pois é mais simples convencê-Ias de que seu filho não tem vida nem valor e dispensá-Ias após o abortivo do que oferecer acompanhamento durante vários meses. Dessa forma, impedimos a construção da sociedade solidária, como preconizada pelo objetivo republicano.

Argumenta-se que para a mulher é sofrimento demasiado saber que seu filho vai morrer. Realmente, não é fácil. Contudo, as doenças e dificuldades não são um atestado para matar. Ante a notícia da má-formação de seu filho, a mulher poderá sentir-se desnorteada e, estimulada por médicos, poderá optar pelo aborto. Todavia, passado algum tempo, ficará a lembrança da morte do filho ocasionada não por uma força natural, mas por ela mesma. Isso sim é desumano e violento.

Talvez não exista outro ato que empobreça tanto as relações humanas, do que o assassinato de uma criança por sua própria mãe. Sob o aspecto jurídico, o aborto viola os fundamentos constitucionais ao desrespeitar o direito à vida, estabelecido como cláusula pétrea no artigo 5° da Constituição Federal.

Portanto, a luta pela vida e contra o aborto é dever de todo cidadão, mas, para nós cristãos, é, principalmente, reflexo do seguimento a Jesus Cristo, que veio para que todos tivéssemos vida.

Nossa Senhora de Guadalupe, protetora dos nascituros, rogai por nós!

Janaina da Silva César,
Advogada


Revista Renovação, edição nº 44, p.14 (mai/jun de 2007).


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No Amor do Amado,

Diogo Ribeiro